PROJETO ENSINANDO PARA APREENDER

NOSSA HISTÓRIA

Compartilhar a escola com quem não pode estar nela

Por que a criação do Projeto de Extensão “Ensinando para Apreender (EPA)”?

Vivemos em uma sociedade onde acreditamos que o acesso à informação simplesmente é instantâneo e completamente acessível para todos. Mas isso não é bem verdade. Sim, de fato o acesso ao conhecimento atinge cada vez mais pessoas, de realidades cada vez mais distantes. Porém, ainda existe um grupo que se encontra extremamente carente nesse sentido: crianças e jovens internadas ou realizando tratamento longos em hospitais.

Ao se tratar de acesso ao ensino propriamente dito, esta situação torna-se ainda mais crítica. Além disso, hoje, nas universidades de todo o país, foca-se quase que inteiramente na formação técnica dos alunos, e muito pouco se dedica para a formação humana de profissionais, o que é fundamental para que de fato tenhamos cidadãos dignos, justos, corretos e ativos na sociedade, capazes de promover as mudanças que desejamos.

Foi diante deste cenário que o Projeto “Ensinando para Apreender” foi idealizado. Juntando os mais de dez anos de experiência como voluntariado hospitalar do Prof. Dr. Emiliano Lôbo de Godoi, e a disponibilidade e vontade de ensinar do então aluno do primeiro semestre do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária Milvo Gabriel Prevedello di Domenico, ambos da Universidade Federal de Goiás (UFG), criou-se um Projeto de Extensão que, a princípio, tinha como objetivo inserir alunos dos cursos de exatas em um ambiente que não só levaria conhecimento para aqueles que não conseguem ir até ele, mas que também seria ideal para desenvolver o lado social da formação destes indivíduos. Elegeram-se os hospitais Araújo Jorge e Hospital das Clínicas para atuação em função da proximidade com o campus da UFG, bem como a facilidade de acesso aos mesmos por parte dos estudantes.

Como tudo começou

 

No início de 2017 deu-se início ao projeto. Para tanto, todas as autorizações necessárias para a participação nos hospitais foram providenciadas, bem como estabeleceu-se contato com o Núcleo de Atendimento Educacional Hospitalar (NAEH), visando formalizar uma parceria deste com a UFG. Assim, após o devido treinamento, a atuação dos discentes da universidade se daria por meio de tutorias e realização de atividades de sondagem, com atividades lúdicas, desafios e jogos, sempre repletas de muita sensibilidade e cuidado, complementando o trabalho que já era realizado pelo NAEH. Buscou-se dar prioridade para atendimento individualizado, tanto para a melhor aprendizagem e comodidade por parte dos alunos (do hospital), quanto para maior facilidade de atendimento por parte dos discentes (da universidade). A organização das visitas, inicialmente feita por convocação via e-mail, no final do ano passou a ser realizada via ferramentas on-line, como o Google Drive, o que permitiu ainda mais liberdade para os voluntários e melhor acompanhamento por parte dos coordenadores.

Ao longo do ano foram mais de 60 visitas feitas aos hospitais, com a participação de 45 alunos. O projeto ganhou visibilidade não só na UFG, mas também fora da instituição, o que foi evidenciado por meio de divulgação em jornal e rádio das atividades desenvolvidas. Mesmo somente tendo utilizado ferramentas midiáticas para divulgação do projeto tardiamente, o EPA cresceu significativamente nesse período. Para auxiliar na coordenação, a voluntária Luiza Fernandes Corrêa Machado juntou-se ao time.

Nossos planos e onde queremos chegar

Foram diversos os desafios enfrentados para tirar do papel este projeto. Por isso, para 2018, esperamos expandir ainda mais nossas iniciativas, abrindo a oportunidade para todos os cursos da UFG e, até mesmo, de outras instituições de ensino superior para que assim possamos ir somando cada vez mais experiências para os participantes. Também passaremos a atuar de forma independente, desvinculados do NAEH, mas ainda assim aplicando e aprimorando todos os conhecimentos adquiridos até aqui.

Acreditamos que as experiências mais relevantes durante os anos da faculdade de um aluno dificilmente são obtidas unicamente dentro de uma sala de aula. Sabemos que força de vontade de cada um é capaz de mudar a realidade ao nosso redor. O projeto surgiu de voluntários, e assim permanecerá. Por isso não são oferecidas nenhuma contrapartida acadêmica ou lucrativa para os envolvidos, somente o crescimento como pessoa. Nosso maior objetivo é levar e trazer carinho, alegria, esperança, conhecimento e exemplo para aqueles ao nosso redor!

Você sente o mesmo? Quer fazer a diferença? Junte-se a nós para continuar construindo essa história!

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